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Tiririca diz está ‘abandonando a vida pública’ e sai decepcionado’

O deputado Tiririca fez seu primeiro discurso na Câmara para dizer que está ‘abandonando a vida pública’, nesta quarta-feira (06).

No discurso, disse estar com “vergonha” da política e, por isso, está “abandonando a vida pública”. O deputado em um dos momentos enfatizou: “É triste e o que vi nesses sete anos, saio totalmente com vergonha, não vou generalizar, não são todos, tem gente boa como em qualquer profissão”.

Juros básicos chega a 7% ao ano, o menor nível da história

O Banco Central (BC) baixou a porcentagem dos juros básicos da economia pela décima vez seguida. Com a redução de hoje (06), a Selic atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986.

Agora, a taxa Selic saiu de 7,5% ao ano para 7% ao ano. Apesar do corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Imagem: Ilustração

Por que os bilionários do Brasil são tão relutantes em doar?, pergunta o ‘Wall Street Journal’

O “Wall Street Journal” destacou a reportagem “Por que os bilionários do Brasil são tão relutantes em empenhar um pouco das suas fortunas para caridade?”. O país, com número relativamente alto de bilionários, oito, “deveria ser um terreno fértil” para a filantropia, mas perde para a África.

O jornal ouviu Elie Horn, fundador da incorporadora Cyrela e único “ultra-rico” do país a se comprometer com o Giving Pledge, movimento de bilionários iniciado pelos americanos Bill Gates e Warren Buffett para estimular doação e generosidade dos mais ricos do mundo. Diz ele:

— Você vem a este mundo para fazer o bem, para ser testado. Eu estou sendo testado, como todo mundo, e estou fazendo todo o possível para passar.

Para Horn, um dos motivos por que os mais ricos do Brasil não doam parte de seu dinheiro é “evitar chamar a atenção para si mesmos e suas fortunas”.

Coluna Nelson de Sá, Folha de São Paulo

Temer promete 3 bilhões de reais para prefeitos em 2018, caso a reforma da Previdência seja aprovada

Michel Temer, noticia a Folha, decidiu liberar mais 3 bilhões de reais a municípios no ano que vem, caso a reforma da Previdência seja aprovada.

O projeto incluindo a verba extra na previsão do Orçamento de 2018 foi concluído há pouco, no Planalto, com integrantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, segundo a reportagem.

O Antagonista

Lava Jato vai devolver mais R$ 600 milhões à Petrobrás

O Ministério Público Federal no Paraná anunciou nesta segunda-feira, 4, que vai realizar a devolução de R$ 600 milhões à Petrobrás, recuperados por meio de acordos de delação premiada e de leniência celebrados no âmbito da Operação Lava Jato. “Será a maior quantia já devolvida em uma investigação criminal no país”, revela a Procuradoria.

O repasse será feito na quinta-feira, 7, diretamente à Petrobrás durante evento com o presidente da estatal petrolífera, Pedro Parente, em Curitiba – base e origem da Lava Jato.

Será a quarta devolução da Lava Jato à Petrobrás. Em novembro de 2016, o Ministério Público Federal no Paraná comunicou a restituição de R$ 204,2 milhões em recursos da corrupção recuperados pela Operação Lava Jato para a estatal.
A soma das três transferências anteriores bateu em R$ 500 milhões.

ESTADÃO CONTEÚDO

Confiança do consumidor segue baixa, informa CNI

Alternando variações positivas e negativas nos últimos meses, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) manteve-se estável em novembro, na comparação com outubro. O indicador, avaliado mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou queda de 0,2%, recuando para 101 pontos. A confiança do consumidor permanece em patamar baixo, 2,1% menor que o verificado em novembro de 2016 e 6,6% inferior à média histórica.
De acordo com a pesquisa, a estabilidade do INEC decorre de movimentos contrários de seus componentes. Enquanto os índices de endividamento e de expectativa de renda e de inflação caíram em relação ao mês anterior, os indicadores de situação financeira, de expectativa de desemprego e de compras de bens de maior valor registraram alta. “A manutenção do pessimismo do consumidor indica que a recuperação da demanda nos próximos meses tende a ser moderada”, destaca o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Maioria dos brasileiros não votariam no mesmo candidato em que votaram nas últimas eleições para presidente

Pesquisa do IBOPE Inteligência realizada para a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP) aponta que 55% dos brasileiros afirmam que não votariam novamente no mesmo candidato em que votaram nas últimas eleições para presidente e 30% pretendem votar em algum candidato fora da política tradicional nas próximas eleições para presidente. Além disso, 29% dizem ainda que votarão branco ou nulo.

Batizada de O Dilema do Brasileiro, o estudo busca entender os valores que orientam escolhas e preferências dos indivíduos hoje e no futuro, optando por focar na temática da confiança como eixo orientador e balizador da análise e da discussão dos dados coletados em campo.

Confira alguns destaques dos resultados da pesquisa:

– A insatisfação dos brasileiros no atual contexto se reflete em uma falta de confiança generalizada no presidente (83%), nos políticos (78%) e nos partidos (78%), expressa em todas as regiões, faixas etárias e de renda;

– Enquanto as instituições políticas são alvo de ampla rejeição, os brasileiros depositam credibilidade na Igreja (61%), nos militares (46%) e nos juízes (42%);

– 63% afirmam que a corrupção é o tema que mais os angustia no Brasil e outros 2/3 concordam que a política no Brasil impede que apareça um líder honesto e comprometido com mudanças para o povo;

– A insatisfação com o governo, juntamente com a descrença e a falta de identificação com os políticos, desencadeia ainda uma crise de representação partidária. Questionados sobre a importância dos partidos, pouco mais de 1/3 dos entrevistados dizem que eles são importantes e que estaríamos piores sem eles (31%).

– A pesquisa ainda mostra que a maioria dos indivíduos acredita na importância de suas ações para determinar o rumo do país: 74% concordam que os protestos são importantes para mudar o comportamento dos governantes — e 58% afirmam que os governantes temem o povo nas ruas;

– Grande parte dos entrevistados (65%) também consideram importante debater nas redes sociais para mudar o comportamento dos governantes. Essa é a terceira fonte de informação mais usada pelos entrevistados para se informar sobre política (22%), atrás apenas da televisão (69%) e de sites de notícias e portais (24%). Ainda assim, 74% concordam que mais importante do que protestar nas ruas é votar nas eleições;

– 64% concordam que, apesar dos governantes atuais, depende de cada um alcançar a vida boa;

– Em relação à economia, cerca de 2/3 dos entrevistados discordam totalmente que o pior da crise econômica já passou e 57% concordam que para conter a crise econômica é necessário haver mais interferência do Estado na economia. Porém, a maior parte dos entrevistados (79%) discordam que uma das formas de se combater a crise seria com o aumento de impostos.

– Em relação ao futuro, o brasileiro mostra-se otimista, com 54% dos entrevistados considerando que a qualidade de vida nos próximos cinco anos vai estar melhor do que nos dias de hoje;

– Grande parte dos entrevistados (83%) ainda tem esperança no Brasil a longo prazo;

Foto: Ilustrativa

Alerta: vacina da dengue não deve ser tomada por quem nunca teve a doença

O fabricante da vacina dengue, Dengvaxia, o laboratório Sanofi-Aventis, apresentou informações preliminares e ainda não conclusivas, que apontam que indivíduos podem desenvolver formas mais graves da doença, quando usam a vacina sem ter tido contato prévio com o vírus da dengue.
 
A possibilidade existe no caso de pessoas soronegativas (que nunca entraram em contato com o vírus) serem vacinadas e posteriormente serem expostas ao vírus da dengue, ou seja, após a picada de um mosquito infectado.
 
De acordo com a Anvisa, a vacina em si não desencadearia um quadro grave da doença nem induzia ao aparecimento da doença de forma espontânea. Para isso, é necessário o contato posterior com o vírus da dengue por meio da picada de um mosquito infectado.
 
Tomo a vacina ou espero?
 
Neste momento, e até que a avaliação seja concluída, a recomendação é que a vacina não seja tomada por pessoas soronegativas, ou seja, pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue. Esclarecemos que este risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro da vacina na população para a qual a vacina foi aprovada.
 
A Dengvaxia foi aprovada no Brasil em 28 de dezembro de 2015.  A vacina não é oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

MPF denuncia Henrique Alves e Eduardo Cunha por corrupção passiva

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF-RN) denunciou os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, ambos do PMDB, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro qualificada. No grupo de denunciados está o ex-operador do PMDB Lúcio Funaro e outras cinco pessoas ligadas a Henrique Eduardo Alves.

A denúncia se refere ao recebimento de mais de R$ 6 milhões em propina oriunda de fraudes em contratos de financiamento da Caixa Econômica Federal para a campanha de Henrique Alves ao governo do RN em 2014. Segundo o MPF, o dinheiro seria resultado do esquema que cobrava propina de empresas que buscavam financiamentos na Caixa Econômica Federal. A denúncia foi protocolada na Justiça Federal do Rio Grande do Norte na última terça-feira (28). Se a Justiça Federal do Estado aceitar a denúncia, eles viram réus.

O Ministério Público Federal pede, além da condenação dos acusados, a devolução de R$ 4,2 milhões para reparação aos cofres públicos e que eles fiquem impedidos de exercer cargos público por, pelo menos, o dobro do tempo de prisão. A denúncia é resultado da Operação Manus, desencadeada em julho, como desdobramento da Operação Lava Jato, e que prendeu Henrique Alves.

O deputado cassado Eduardo Cunha e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves juntos, em setembro, na Câmara – Aílton de Freitas / O Globo

DEFESA

Advogado de Eduardo Cunha, Delio Lins e Silva Júnior classificou a denúncia como “aventureira” e baseada nas palavras de “um delator já conhecido por suas inúmeras mentiras”, em alusão a Lúcio Funaro.

O advogado de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal, disse ainda não ter tido conhecimento da denúncia e que por isso não poderia se manifestar.

A defesa de Lúcio Funaro disse que o empresário vai “continuar a colaborar com a justiça de forma clara e efetiva”. O advogado de Arturo Silveira, Nélio Silveira Dias Júnior, disse que não tinha conhecimento da denúncia e que iria buscar informações sobre o assunto para se manifestar.

A assessoria de imprensa da Odebrecht disse que a companhia está “colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua” e que “já reconheceu seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um acordo de leniência” com diversos países, entre eles o Brasil e Estados Unidos. A companhia disse ainda que está “comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”.

Procuradores da Lava Jato pedem que eleitor vote em 2018 na agenda anticorrupção

Os procuradores da República que integram as forças tarefas da Operação Lava Jato em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro se reuniram, ontem (27), na sede da Procuradoria da República no Rio de Janeir, no centro do Rio, para avaliar as formas de atuação, tecnologias empregadas nas investigações e fatores que estimulam a corrupção no país.

Ao fim do evento, divulgaram um documento chamado de Carta do Rio, no qual apontam a necessidade do aperfeiçoamento da legislação no combate à corrupção no Brasil e incentivam a sociedade a acompanhar o desempenho dos parlamentares da atual legislatura e a incluir o critério da anticorrupção nas escolhas dos deputados e senadores que serão eleitos para o próximo Congresso.

“Se a luta contra a corrupção depende essencialmente do Congresso, é preciso que a sociedade continue atenta aos movimentos dos atuais parlamentares, manifestando-se contra qualquer tentativa de dificultar ou impedir as investigações criminais de pessoas poderosas. Por fim, é crucial que, em 2018, cada eleitor escolha cuidadosamente, dentre os diversos setores de nossa sociedade, apenas deputados e senadores com passado limpo, comprometidos com os valores democráticos e republicanos e que apoiem efetivamente a agenda anticorrupção. Olhando o passado, não podemos descuidar do futuro”, afirmam.

O documento indica que, desde 2014, a Lava Jato vem revelando que a corrupção no Brasil está bastante disseminada no modo de funcionamento do sistema político nas esferas federal, estadual e municipal e que cargos públicos de chefia são loteados por políticos e partidos para a arrecadação de propinas. Para os procuradores, o dinheiro que “enriquece criminosos e financia campanhas”, deturpa a democracia, gera ineficiência econômica, acirra a desigualdade e empobrece a prestação de serviços públicos.

Lava Jato diz que políticos criminosos se uniram contra investigações

Por Estadão

 

Em carta após encontro no Rio de Janeiro entre as forças-tarefas da Operação Lava Jato, procuradores afirmam, nesta segunda-feira, 27, que a classe política se uniu contra as investigações de escândalos de corrupção. Eles citam as CPIs da Petrobrás e da JBS como formas de retaliação ao trabalho da PF e do Ministério Público Federal e ainda afirmam que a soltura dos deputados estaduais peemedebistas no Rio de Janeiro pelos seus pares, em votação na Assembleia, revelam que ‘tentativas de políticos de garantir a impunidade se intensificarão’.

“Mesmo depois de tantos escândalos, tanto o Congresso como os partidos não afastaram os políticos envolvidos nos crimes. Pelo contrário, a perspectiva de responsabilização de políticos influentes uniu grande parte da classe política contra as investigações e os investigadores, o que se reflete na atuação de Comissões Parlamentares de Inquérito e em diversos projetos de lei que ameaçam as investigações”, afirmam.

Segundo os procuradores, no âmbito da Lava Jato, ‘416 pessoas foram acusadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa; 144 réus foram condenados a mais de 2.130 anos; 64 fases foram deflagradas, cumprindo-se 1.100 mandados de busca e apreensão; pelo menos 92 ações penais tramitam na Justiça; 340 pedidos de cooperação internacional foram enviados ou recebidos em conexão com mais de 40 países; e mais de 11 bilhões de reais estão sendo recuperados por meio de acordos de colaboração com pessoas físicas e jurídicas’.

Os procuradores apontam tentativas articuladas pelo Congresso para barrar as investigações.

“Exemplos disso são a forma de atuação da CPI da Petrobras de 2015 (a qual absolveu criminosos e condenou investigadores) e da CPMI do caso JBS em 2017 e a propositura de uma série de projetos de lei prejudiciais à punição dos grandes corruptos, como os de anistia (perdoando a corrupção sob o disfarce de perdão a caixa dois), de abuso de autoridade (criando punições a condutas legítimas com único intuito de intimidar as autoridades), da reforma do Código de Processo Penal (impedindo prisão preventiva em casos de corrupção), da delação premiada (vedando-a, por exemplo, em casos de réus presos) e da prisão apenas após percorridas todas as instâncias (propiciando ambiente altamente favorável à prescrição e à impunidade)”, sustentam.

LEIA A CARTA:

1. Desde 2014, a Lava Jato vem revelando que a corrupção no Brasil está bastante disseminada no modo de funcionamento do sistema político nas esferas federal, estadual e municipal. Cargos públicos de chefia são loteados por políticos e partidos para a arrecadação de propinas. O dinheiro enriquece criminosos e financia campanhas, o que deturpa a democracia, gera ineficiência econômica, acirra a desigualdade e empobrece a prestação de serviços públicos.

2. Dentre os resultados desse esforço coletivo de diversas Instituições, 416 pessoas foram acusadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa; 144 réus foram condenados a mais de 2.130 anos; 64 fases foram deflagradas, cumprindo-se 1.100 mandados de busca e apreensão; pelo menos 92 ações penais tramitam na Justiça; 340 pedidos de cooperação internacional foram enviados ou recebidos em conexão com mais de 40 países; e mais de 11 bilhões de reais estão sendo recuperados por meio de acordos de colaboração com pessoas físicas e jurídicas.

3. Contudo, mesmo depois de tantos escândalos, tanto o Congresso como os partidos não afastaram os políticos envolvidos nos crimes. Pelo contrário, a perspectiva de responsabilização de políticos influentes uniu grande parte da classe política contra as investigações e os investigadores, o que se reflete na atuação de Comissões Parlamentares de Inquérito e em diversos projetos de lei que ameaçam as investigações.

4. Exemplos disso são a forma de atuação da CPI da Petrobras de 2015 (a qual absolveu criminosos e condenou investigadores) e da CPMI do caso JBS em 2017 e a propositura de uma série de projetos de lei prejudiciais à punição dos grandes corruptos, como os de anistia (perdoando a corrupção sob o disfarce de perdão a caixa dois), de abuso de autoridade (criando punições a condutas legítimas com único intuito de intimidar as autoridades), da reforma do Código de Processo Penal (impedindo prisão preventiva em casos de corrupção), da delação premiada (vedando-a, por exemplo, em casos de réus presos) e da prisão apenas após percorridas todas as instâncias (propiciando ambiente altamente favorável à prescrição e à impunidade).

5. As tentativas de garantir a impunidade de políticos poderosos certamente se intensificarão, como aconteceu na libertação dos líderes políticos fluminenses pela ALERJ no dia 17/11/2017.

6. Da mesma forma, é essencial que a sociedade acompanhe o desenrolar das grandes questões jurídicas que hoje são travadas na mais alta Corte do País, como o foro privilegiado, a colaboração premiada, a execução de condenação confirmada em segundo grau e a prisão preventiva, manifestando democraticamente o seu interesse de que não haja retrocessos. Para o desenvolvimento adequado das investigações, é essencial que se fomente um ambiente favorável para a celebração de acordos de colaboração premiada e que tenham sua homologação apreciada rapidamente.

7. O Ministério Público Federal continuará a defender a sociedade e a democracia brasileiras da corrupção endêmica de nosso sistema político. Esse é o compromisso dos procuradores da Lava Jato, que não se acanharão com os ataques que vêm sofrendo de interesses atingidos pelas investigações. Contudo, o futuro da Lava Jato e a esperança no fim da impunidade histórica de poderosos no Brasil dependem do Congresso Nacional. Somente os parlamentares federais podem aprovar as leis necessárias para satisfazer os anseios da população por Justiça. Infelizmente, há quase um ano, em plena madrugada do dia 29/11/2016, enquanto o país chorava a tragédia do avião da Chapecoense, a Câmara dos Deputados desprezou o desejo legítimo de mais de 2 milhões e 300 mil pessoas ao desfigurar as 10 Medidas Contra a Corrupção, encerrando precocemente um debate necessário.

8. Se a luta contra a Corrupção depende essencialmente do Congresso, é preciso que a sociedade continue atenta aos movimentos dos atuais parlamentares, manifestando-se contra qualquer tentativa de dificultar ou impedir as investigações criminais de pessoas poderosas. Por fim, é crucial que em 2018 cada eleitor escolha cuidadosamente, dentre os diversos setores de nossa sociedade, apenas deputados e senadores com passado limpo, comprometidos com os valores democráticos e republicanos e que apoiem efetivamente a agenda anticorrupção. Olhando o passado, não podemos descuidar do futuro.”

Procuradores das Forças Tarefas da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo

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