O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tornou-se réu com aprovação, por 8 a 3 votos, do Supremo Tribunal Federal (STF) . O senador se torna réu pelo crime de peculato. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (01) pela tarde.

A corte também entendeu outras acusações possíveis, como de falsidade ideológica, de uso de documento falso, de adulterar documentos e de usar o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento.

Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello e presidente do STF, Cármen Lúcia, também acompanharam o voto do relator pelo recebimento parcial da denúncia. Já os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela rejeição total da denúncia por entenderem que não há indícios para o recebimento da denúncia.

O advogado de Calheiros defendeu o arquivamento de toda a denúncia durante o julgamento. “Não há indícios suficientes sequer para o recebimento da denúncia”, disse Junqueira.

OUTRO LADO
Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que recebeu com “tranquilidade” a decisão. “O senador lembra que a legislação obriga o Ministério Público a comprovar, o que não fez em nove anos com todos os sigilos quebrados. A investigação está recheada de falhas”, diz a nota divulgada pela assessoria de Renan Calheiros.

PMDB
O partido de Renan Calheiros também divulgou nota pública na qual afirma que “respeita a decisão do STF e entende que o resultado de hoje mostra que o processo está apenas começando. Assim como para qualquer pessoa, cabe agora o direito à ampla defesa”.

O STF julgou hoje denúncia da PGR que torna réu o senador Renan Calheiros Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF
O STF julgou hoje denúncia da PGR que torna réu o senador Renan Calheiros Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF